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quinta-feira, 14 de maio de 2015

Escrita em dia...

Estive um tempo sem escrever, não por não ter assunto para tal, mas sim porque simplesmente não arranjava tempo ou vontade. Hoje senti que preciso de colocar algumas das coisas que se passaram comigo nos últimos tempos por escrito. A vida passa por nós a correr e são estes textos, estes pedaços de loucura ou de sanidade, que ficam para trás. Sei que por vezes sou lamecha e uma romântica incurável, mas acima de tudo sou feliz, podia ser por completo, mas eu sei que um dia o serei. 
Desde Janeiro algumas coisas na minha vida mudaram... Mudei de casa, mudei de emprego (continuo a exercer a melhor profissão do mundo e cada vez com mais vontade)... mas não mudei de amigos, criei novos laços e os outros tornei-os mais fortes, também não perdi as saudades dos meus Pais e do meu País (que espero, ambos, muito em breve rever). Vivi dias maravilhosos na companhia de uma das pessoas de quem mais gosto e que mais me faz falta. Sorri... chorei... Vi novas vidas surgirem e outras recheadas de histórias partirem.
Foram meses de alguma tristeza, mas acima de tudo de muita alegria e de momentos fantásticos com pessoas com a mesma loucura (positiva é claro) que eu! Aproveitei tudo de bom o que essas pessoas me deram e lá no fundo acredito que tornei os seus dias também mais solarengos e felizes.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Enfermeira por fim...

Quatro anos, quatro anos se passaram e hoje ao saber a nota de um último exame e saber que tinha acabado o curso, não sei o que sinta...
Estou muito, muito feliz, porque realizei um sonho, concluí o curso que sempre quis para mim, um curso que me preenche enquanto ser relacional. Não foi fácil... Muitas noites mal dormidas, algum choro, muito cansaço, stress e suor, causados pelo estudo e pelos ensinos clínicos (estágios), nestes últimos os principais causadores foram alguns dos orientadores que em vez de apoiarem e incentivarem o estudante a evoluir os denominavam de ignorantes (burros, por vezes) e menosprezavam o valor que estes tinham junto das pessoas e famílias a quem prestaram cuidados. Sendo que por vezes os estudantes eram o grande amparo dos doentes e das suas famílias, pois dispunham de tempo para os ouvir, ouvir os seus medos, as suas dúvidas ou simplesmente estar lá ao seu lado e dar-lhe a mão, um simples toque no braço ou no ombro fazia muita diferença.
Mas como é óbvio nem tudo no curso foi mau... e é o que foi bom que fica na memória e deixa saudades e que hoje me leva a estar meia triste... Foram 4 anos de alegrias de praxes, de novos amigos, alguns que nos acompanham outros ficarão por aqui; de novos amores e desamores, mas principalmente de amores (conheci o rapaz de quem eu gosto, que hoje me faz feliz, que me faz sorrir de forma parva só de pensar nele ou de ler as suas mensagens...); de saídas à noite, algumas bastantes "alegres"; ao longo dos estágios conheci pessoas -desde bebés de meses, até pessoas em fim de vida- que contribuíram para o meu desenvolvimento enquanto ser humano e enquanto enfermeira.
E assim sou enfermeira e sou melhor pessoa do que era há quatro anos atrás! 
Já tenho saudades e como gosto muito de música e esta diz-me muito neste momento, aqui fica...

"Até ao longínquo que os meus olhos alcançam
Há sombras que se aproximam de mim
E aqueles que eu deixei p´ra trás
Que sempre partilharam os meus pensamentos
Seguir-me-ão onde eu for
Eu quero que saibam, eu quero que saibam
Que quando eu for velho e sensato
Palavras passadas nada significam para mim
E qualquer dia pela névoa do tempo
Se me perguntarem se vos conheci, sorrirei
E direi que eram meus amigos

E se uma lágrima te cair
Ao ver chegado o fim
Toma cuidado
Muito cuidado que a saudade começa assim ..."

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Sinto falta...

Sinto falta das conversas sérias, mas mais daquelas conversas sem jeito nenhum que demoravam horas e horas... Sinto falta de uma vez por outra o chamar de "tótó"... (Não acredito que vou dizer isso) Mas  sinto falta que ele "goze" comigo só para me ver irritada...
Acima de tudo, sinto falta de um grande amigo...
 
P.S. É estúpido eu escrever isto aqui mas não ter coragem de lho dizer na cara, não é? 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Amor de Verão?

Fui passar o último fim de semana a casa de uma prima. Que tínhamos mais ou menos planeado a algum tempo... iríamos à praia durante o dia e à noite como haviam festas na praia iríamos a essas festas. Eu à espera de um fim de semana de raparigas, acabou por ser diferente....
No primeiro dia, quando fomos à praia ela apresentou-me um amigo, o J., super giro e simpático que  nos acompanhou durante todo o fim de semana, quer na ida à praia quer na festa que houve nessa noite que acabou para nós (eu, a minha prima e a irmã, o namorado da minha prima e o J.) por volta das 4:00h.
No dia seguinte, estávamos todos esgotados e decidimos que não iríamos à praia, para que pudéssemos estar "fresquinhos" à noite... o J. veio ter a casa da minha prima depois do jantar e estivemos a jogar um jogo de tabuleiro até o namorado da minha prima chegar para irmos para a  festa... desta vez durou até às 4:30h, durante a festa tive oportunidade de passear e conversar com o J. à beira-mar e ficar a conhecê-lo um pouco melhor, mesmo assim gostava de ter descoberto mais... depois da festa fomos todos até casa da minha prima jogar às cartas até às 6h, havendo grande empatia entre mim e o J..
Agora não o consigo tirar da cabeça... que estupidez... até porque não o conheço bem e não sei se vou voltar a estar com ele... sou mesmo tótó...


P.S. Foi sem dúvida um fim de semana bem passado!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

I'll miss you...

Cheguei hoje a uma conclusão, a que talvez já tenha chegado à muito tempo, mas que nunca tive coragem ou vontade de expressar. Cheguei à conclusão que realmente o meu grupo de amigos verdadeiros é uma coisa muito, muito reduzida... e que estou um bocado farta de tentar manter a amizade no que era, de tentar fazer com que os laços não se percam, mas quando é só um a lutar por isso, torna-se complicado. A partir de hoje acabaram-se os "olás!" calorosos, conversas (que as vezes podem nem ser nada de jeito, mas é sempre com o intuito de não se perdem laços) e as despedidas fofinhas, para algumas pessoas.
Vou sentir a falta de algumas dessas pessoas, mas também já o sinto agora por isso, não será muito diferente.


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Dói...

Dói estar contente e não ter com quem partilhar essa alegria! 
Dói estar triste e não ter com quem partilhar essa tristeza!
Dói ouvir "estou aqui", mas quando precisamos acabamos por constatar "estou só"!
Dói ter que se comportar como um ser "estúpido",  "parvo", "frio" e "austero", para fazer notar a sua presença!
Dói ter que chorar, suplicar e ter de tomar sempre a iniciativa, para fazer notar que se precisa de ajuda!
Dói ouvir muitas vezes a palavra amigo, mas quando olhamos para o lado não temos ninguém, que ria, chore, brinque, sofra connosco, ninguém que nos estenda a mão, ninguém que se sente ao nosso lado e apenas ouça... dói não ter ninguém que num abraço apertado torne ausente todos os nossos sentimentos negativos, em suma todas as nossas frustrações.