terça-feira, 30 de março de 2010

A Gota de Água

Se já existiam demasiados aspectos negativos quanto a uma possível relação entre nós, descobrir que aos 18 anos já tens um filho não abona muito a teu/nosso favor. Não sei bem o que isto vos faz pensar de mim, mas apesar de eu não ter nada contra crianças, aliás no futuro gostava da área de enfermagem pediátrica, acho que é demasiado cedo para eu me envolver com alguém que já tem um filho!
Agora é certo, vou esquecer-te! Estas férias vão ser mesmo boas para isso, "longe da vista, longe do coração...", adoro-te, mas ADEUS!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Eu vejo-te...

Eu vejo-te, mas sei que não te posso tocar, sei que não te posso ter... Tu continuas vivendo a tua vida sem saberes o que eu sinto, sem saberes que eu te quero e eu tenho somente que te deixar viver nessa ignorância. Não é fácil! Eu queria poder chegar ao pé de ti e dizer-te tudo, queria poder abraçar-te, beijar-te... Mas... Mesmo que um dia olhes para mim nada pode acontecer, pois há demasiados factores contra e poucos a favor.
Ai como a vida é ingrata!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Razão vs Coração

«Quando sinto um louco desejo de te ter
É o coração a gritar de amor…
Quando tenho consciência que nada é possível
É a razão a ordenar paciência…

Um coração que te ama,
Uma razão que te conhece…
O mesmo coração que te quer,
A mesma razão que te diz impossível…

Um grande dilema…
Duas forças incrivelmente antagónicas!
E não sei a qual delas deva obedecer
Pois tenho medo de voltar a sofrer!

Resta esta enorme vontade de vencer.
Entre a espada e a parede;
Entre o coração e a razão…
Que ao sonho conduzem.

Sonho emotivo, sonho racional,
Um único sonho: TU!
Uma realidade aparente
Que se divide entre o coração e a razão…»
De Sandro M. Gomes


Eu estou neste dilema... eu sei que não me posso estar apaixonar, eu não me quero estar a apaixonar, mas o meu coração quer outra coisa, o meu coração quer estar com Ele. É complicado, mas também ninguém disse que a vida era fácil... eu sei que não O posso querer, sei que tenho de O esquecer antes que o que sinto se multiplique e sei que se eu não conseguir controlar o que sinto vou acabar por me magoar. Eu não me quero magoar outra vez, já sofri a minha parte, agora quero ser feliz.
Não peço muito, só quero ser feliz!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Nostalgia

Vejam só do que eu me lembrei hoje...

video

Quem não se lembra do Vickie?
Que nostalgia da minha infância... Era tudo tão giro: os desenhos animados, os bonecos, as brincadeiras, a hora das refeições (que com os meus primos eram sempre uma festa), as zangas que acabavam todas aos abracinhos e aos beijinhos... Era um tempo perfeito, mas pronto cresci e essas memórias ficam e vão ficar sempre guardadas no meu coração.

sábado, 13 de março de 2010

Fernando Pessoa - poemas II

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
"Navegar é preciso; viver não é preciso".
Quero para mim o espírito [d]esta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:
Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.
Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Solidão...

Sinto-me só! "Como é que é possível no meio de tanta gente uma pessoa sentir-se só?"- perguntam vocês. Não é preciso muito, basta não termos ninguém ao pé de nós que nos compreenda, que nos ame... Só gostava de me sentir menos só, só gostava de me sentir amada,só gostava de me sentir completa, só gostava de me sentir feliz!
Ninguém pode ser feliz sozinho, a felicidade para ser plena tem de ser repartida. Para tal é necessária a existência de outrem nos nossos dias para que, quando nos sintamos felizes ou tristes sabermos que temos sempre esse alguém disponível e que nos apoia quando é preciso, mas que também nos dá na cabeça.
Preciso desse alguém!Preciso de me sentir completa! Já existiram várias pessoas e que roubaram bocados de mim e que não se importaram com isso. Agora o que eu quero é poder dizer "Aqui, contigo vou ser feliz!", por isso onde quer que estejas aparece e acaba com a minha solidão.

Fernando Pessoa - poemas I

Aqui neste profundo apartamento
Em que, não por lugar, mas mente estou,
No claustro de ser eu, neste momento
Em que me encontro e sinto-me o que vou,

Aqui, agora, rememoro
Quanto de mim deixer de ser
E, inutilmente, [....] choro
O que sou e não pude ter.

terça-feira, 9 de março de 2010

Adeus

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.

Eugénio de Andrade

segunda-feira, 8 de março de 2010

É tão fácil dizer "nunca te esquecerei"!


É tão fácil dizer "nunca te esquecerei", mas quando a distância aumenta e as conversas diminuem, começa a ser dificil e "o esquecer" torna-se uma realidade. Tenho pena que assim seja, pois há amizades e amores que findam com a distância.
Talvez essas amizades e amores não fossem muito grandes e muito importantes como eu pensava e acreditava que eram, pois já como dizia Roger Bussy -Rabutin "A distância faz ao amor aquilo que o vento faz ao fogo: apaga o pequeno e inflama o grande".
Enfim há que continuar a viver mesmo sabendo que algumas amizades não são eternas, mas na esperança que algumas sejam e só a essas é que devemos dar verdadeira importância.

quinta-feira, 4 de março de 2010

terça-feira, 2 de março de 2010

Fama das Enfermeiras!

Bem, para quem não sabe (o que eu acho que deve ser um número muito pequeno de pessoas) as enfermeiras têm fama de "prostitutas", mas no meu entender a profissão e as próprias profissionais de saúde não deveriam ser rotuladas de tal forma. No passado sim, as enfermeiras eram mulheres da vida, mas hoje em dia são profissionais de saúde com elevadas qualificações e ao rotular estamos a denegri-las. Embora o comportamento de algumas estudantes de enfermagem mostre o contrário.
Como numa faculdade de enfermagem a população estudantil é essencialmente constituída por elementos do sexo feminino, parece que há uma guerra pelos poucos rapazes que lá estudam. Quem não consegue arranjar lá namorado vai a outras faculdades, nomeadamente à de medicina. Algumas das raparigas chegam até a encontrar-se com rapazes que estão a estudar medicina, engenharia, fisioterapia... isto tudo na mesma semana. Este comportamento só mostra o quão desesperadas as raparigas estão na busca de um amor ou de uma fortuna (acho que a última parte é a que prevalece mais).
Enfim, eu enquanto futura enfermeira desaprovo o comportamento das minha colegas. Eu acho que não é com comportamentos destes que se altera a mentalidade da população se queremos ser tratadas com respeito temos de nos comportar de forma a merecê-lo.